Resenhas

Lute como Diana Prince

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“Eu vou lutar, por todos aqueles que não podem lutar por eles mesmos.” É com esse pensamento que Diana Prince, a Mulher Maravilha, baseia todas as suas ações. Antes na tranquilidade de Themyscira, a guerreira parte para o Mundo dos Homens quando descobre que uma grande guerra – Primeira Guerra Mundial – ameaça a humanidade, contrariando a vontade de sua mãe, a Rainha Hipólita.

Ao longo do filme, vemos Diana lutando não apenas fisicamente contra todos aqueles que a ameaçam, mas também quebrando os paradigmas daquela época. A cada vez que Steve Trevor, espião e seu “guia” no Mundo dos Homens, diz que não, ela não pode fazer alguma coisa, ela vai lá e faz, provando que ele estava errado. Não só isso, Diana mostra a batalha diária que uma mulher enfrenta.

Muitas pessoas falam que o filme não é tão empoderador quanto dizem por ter muitos homens. Porém, é necessário considerar a época que ele se passa – 1918 – e como improvável seria ter mulheres lutando na guerra, quando isso era praticamente impossível. Além disso, é bom lembrar as cenas iniciais em Themyscira, que mostram as guerreiras da ilha em seus treinamentos diários e constantes, além de cena de luta em que elas mostram todo o seu poder.

Também falam sobre o fato dela encontrar forças para lutar com Ares, o grande vilão do filme, no amor que ela tem por Steve. Entretanto, quem entendeu desse modo, infelizmente tem uma visão muito pequena e limitada. Ao ver o sacrifício que ele fez para salvar milhares de pessoas, Diana vê esperança na humanidade. E é essa esperança, esse amor, que a faz ter forças. E sim, ela também ama, romanticamente, o piloto. E qual o problema disso? Feminismo não é sobre odiar homens, e sim sobre igualdade.

O fato de o coadjuvante ser um homem, que mesmo muitas vezes duvidando de Diana – e com razão, aliás, se um homem lhe dissesse que é fruto de um deus grego e que veio do barro, você acreditaria? –, ele segue a sua liderança, sem ficar interrompendo-a. Isso ilustra perfeitamente o que o feminismo busca: homens e mulheres, lado a lado.

O longa, dirigido por Patty Jenkins, está em cartaz em todo o Brasil. Além de ser empoderador, é um ótimo entretenimento, com cenas de luta bem estruturada – não é aquela coisa confusa que normalmente vemos em filme de heróis -, e aquela pitada de humor. E não se esqueça: continue lutando como Diana Prince! 💥❤️

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